Propofol, poderoso anestésico de ação rápida

O propofol, uma das substâncias que causaram a morte de Michael Jakcson no que foi qualificado de homicídio pelo Instituto Médico Legal de Los Angeles, é um poderoso anestésico de ação rápida utilizado em hospitales para induzir pacientes à anestesia geral.

AFP |

O instituto informou que a morte de Jackson, no dia 25 de junho aos 50 anos, foi um "homícidio" provocado por uma "grave intoxicação de propofol".

"O propofol não tem nada a fazer em uma casa, a menos que seja equipada com uma sala de operações", indicou à AFP o professor François Chast, chefe do serviço de Farmacologia do Hospital de Paris.

"Este produto é administrado por via intravenosa", e a anestesia dura enquanto a administração do produto continua, explicou. A dose injetada deve variar em função da velocidade do fluxo.

A aplicação e a regulagem de uma seringa supõe sempre a presença de uma segunda pessoa - injetar a si mesmo é impossível: "A pessoa perde a consciência muito rápido, e não é possível continuar empurrando o êmbolo", justifica o especialista.

"O propofol é muito utilizado em operações, já que é bem tolerado e permite uma recuperação rápida", conclui o professor Chast.

A substância é utilizada em cirurgias ambulatórias, como complemento de anestesias locais ou como sedativo para exames como endoscopias e em unidades de tratamento intensivo, para aliviar a dor e a ansiedade dos pacientes.

A overdose de propofol, no entanto, pode causar dimunição da capacidade respiratória e cardiovascular, podendo levar a uma parada cardíaca - como aconteceu com o rei do pop. Além disso, o consumo paralelo de outros analgésicos, como descreveu ter feito o médico pessoal de Jackson em seu depoimento à polícia, só aumenta o risco de um ataque do coração.

bc-chc/ap

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