Promotoria turca pede prisão perpétua para assassinos de ativista

Istambul, 25 nov (EFE).- A Promotoria de Istambul pediu quatro prisões perpétuas e 303 anos de prisão para os 60 policiais e funcionários de presídios envolvidos na morte do ativista turco Engin Çeber, vítima de torturas durante o período em que ficou detido.

EFE |

Segundo informou hoje a rede turca "NTV", o texto da acusação, que foi aceito pelo tribunal de Istambul, apresenta provas escritas e gravadas sobre os maus tratos sofridos por Çeber e que foram a causa de sua morte.

Engin Çeber, de 29 anos, foi detido junto a três colegas em 28 de setembro quando protestava contra o uso de métodos policiais desproporcionais em uma prisão de um militante esquerdista.

De acordo com o texto da Promotoria, de 24 páginas, os ativistas foram levados a uma delegacia do bairro de Istinye, onde foram agredidos por 13 policiais.

Posteriormente, Çeber foi para prisão Metris de Istambul, onde quatro homens voltaram a agredi-lo "até que não conseguisse mais se manter de pé", informou o site da "NTV".

As torturas continuaram durante vários dias até que, em 7 de setembro, Çeber precisou ser hospitalizado após receber fortes golpes e um dos funcionários de prisões ter jogado sua cabeça contra o muro e uma porta de metal.

Çeber morreu três dias depois em conseqüência dos ferimentos, embora o médico da penitenciária - que agora estará no banco dos réus - tenha elaborado um relatório vários dias antes da morte no qual indicava que o estado de saúde do detido era bom, sem ter chegado a examiná-lo.

Outro relatório médico posterior provou que a morte de Çeber tinha ocorrido devido às torturas. EFE amu/rr

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