Promotoria tenta arquivar caso sobre uso de aviões por amigos de Berlusconi

Roma, 16 jun (EFE).- A Promotoria de Roma pediu o arquivamento da investigação que começou no início do mês para esclarecer se o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, cometeu um crime ao usar aviões do Estado para levar amigos e convidados à sua mansão Villa Certosa, em Sardenha.

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O promotor Giovanni Ferrara afirmou que esses voos eram legais porque, "em cada um deles", havia uma pessoa autorizada legalmente para usar os aviões.

Na base da decisão judicial há jurisprudência, segundo a qual é lícito tanto do ponto de vista penal quanto contábil destinar lugares nos aviões do Estado a sujeitos não institucionais na presença de representantes políticos.

A Promotoria de Roma pediu o arquivamento da investigação sobre a legalidade desses seis voos de Estado, e agora será o Tribunal de Ministros quem decidirá a questão.

Além disso, a Justiça seguirá investigando o fotógrafo Antonello Zappadu, que tirou as fotos que originaram o inquérito.

O advogado de Berlusconi, Niccolò Ghedini, pediu a apreensão de cerca de cinco mil fotografias obtidas por Zappadu dos aviões e das festas do primeiro-ministro em sua mansão. EFE fab/db

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