Promotoria tailandesa quer confiscar US$ 2,2 bilhões em contas de Shinawatra

Bangcoc - A promotoria tailandesa solicitou hoje ao Tribunal Supremo o confisco de dinheiro e títulos no valor de US$ 2,2 bilhões depositados em contas bancárias do ex-primeiro-ministro da Tailândia Thaksin Shinawatra.

EFE |

O pedido foi apresentada perante o tribunal argumentado que Shinawatra, deposto em setembro de 2006 pelos militares mediante um golpe de estado, abusou de seu poder durante seus cinco anos no cargo para enriquecer sua família e pessoas próximas.

"Os promotores apresentam as provas para pedir ao tribunal que exproprie sua fortuna incomum e a coloque nos cofres do Estado", disse em entrevista coletiva o promotor-chefe, Seksan Bangsombun.

As contas de Shinawatra em bancos tailandeses foram imobilizadas em julho do ano passado depois que os líderes golpistas criaram uma comissão especial para investigar as atividades de Shinawatra do ex-primeiro-ministro, parentes e membros de seu círculo de próximos.

Um tribunal de Justiça condenou há três semanas Pojaman a três anos de prisão por evadir o pagamento de 546 milhões de bats (US$ 15,99 milhões) em impostos como conseqüência da venda da participação familiar no conglomerado Shin Corporation.

Shinawatra passou para sua mulher, filhos e outros membros do clã familiar seus títulos na Shin Corporation antes de se tornar primeiro-ministro, o que ocorreu em 2001, e estes venderam o lote de ações (49,6%) à companhia estatal Temasek Holdings no valor de 70 bilhões de bat em janeiro de 2006, em uma transação que o Governo declarou livre de impostos O atual primeiro-ministro da Tailândia, Samak Sundaravej, anunciou na semana passada que seu Governo não pedirá a extradição nem revogará o passaporte diplomático de Shinawatra, declarado fugitivo e exilado no Reino Unido.

Shinawatra, dono do clube inglês de futebol Manchester City e sobre quem pesa quatro acusações de corrupção, viajou ao Reino Unido em meados de agosto passado junto a sua mulher, Pojaman, para eludir a Justiça tailandesa.

A Corte Suprema deve anunciar no dia 17 de setembro o veredicto do primeiro julgamento a que foi submetido o casal casamento Shinawatra por suposta implicação na compra de um terreno estatal um preço abaixo de seu valor real.

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