Promotoria suíça indicia brasileira e proíbe sua saída do país

SÃO PAULO - A brasileira Paula Oliveira, que diz ter sido atacada por três neonazistas perto de Zurique, na Suíça, foi declarada oficialmente nesta quarta-feira como suspeita de ter dado falso testemunho à polícia sobre a agressão.

Redação com agências internacionais |

A Procuradoria de Zurique abriu nesta quarta-feira uma investigação penal contra a brasileira Paula Oliveira, que denunciou ter sido vítima de uma agressão racista, por suspeita de falso testemunho.

Em comunicado divulgado nesta quarta-feira, a Procuradoria indicou que o tribunal do distrito de Zurique atribuiu um advogado para a brasileira.

A jovem não poderá deixar a Suíça enquanto durar a investigação, acrescentou a Procuradoria, mas afirmou que, ao mesmo tempo, manterá em andamento as investigações da suposta agressão relatada pela brasileira.

Segundo reportagem do jornal "O Estado de S. Paulo", a Justiça da Suíça vai intimar Paula para depor e deve liberá-la para que retorne ao Brasil.

Brasileira deixa o hospital

Paula Oliveira deixou o hospital de Zurique na tarde de terça-feira , depois de seis dias internada, e agora se recupera em sua casa, na periferia da cidade suíça de Zurique. A advogada evitou a imprensa e saiu pelo subsolo do hospital. 

Segundo seu pai, Paulo Oliveira, ela teria pedido para não ser exposta aos jornalistas. "Estou aliviado por ela estar saindo do hospital. É um problema a menos. Mas ela está chocada e ainda bastante traumatizada", afirmou Oliveira. Ele confirmou que ainda não há um plano para o retorno de Paula ao Brasil.

A advogada afirma ter sido atacada por três skinheads diante da estação ferroviária de Stettbach, na cidade suíça de Dübendorf, vizinha de Zurique. Ela também disse que estava grávida de gêmeos e que perdeu os bebês após o ataque.

Fotografias mostravam a barriga e as pernas de Paula repletas de cortes, alguns deles formando as iniciais SVP, do Partido do Povo Suíço, principal sigla de extrema direita da Suíça.

Porém, a polícia do país europeu apresentou seu laudo médico, concluindo que a advogada não estava grávida e alertando que privilegiaria a suspeita de que ela teria mutilado a si própria.

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* Com EFE e BBC

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