Promotoria retira acusações contra governador envolvido em escândalo sexual

A promotoria de Nova York anunciou nesta quinta-feira a retirada das acusações contra o ex-governador do estado, Eliot Spitzer, que renunciou ao cargo em março passado depois da revelação de que era cliente de uma rede de prostituição de luxo. Ele teria sido denunciado pela brasileira Andréia Schwartz que o tratava como Cliente 9, segundo o revelado em escutas telefônicas da investigação que desmantelou o esquema.

AFP |

"Depois de uma investigação minuciosa, a promotoria não encontrou provas de desvio de fundos públicos ou de campanha", justificou o promotor-geral do distrito sul de Nova York, Michael Garcia.

Spitzer admitiu ter sido cliente do Emperors Club VIP, uma rede de prostituição de luxo onde o programa custava até US$ 5.500 por hora, e teve que pedir desculpas em público antes de renunciar ao cargo. Ele foi substituído por David Paterson.

Antes do escândalo, Eliot Spitzer, 49 anos, tinha uma reputação de funcionário incorruptível e era considerado uma estrela ascendente do Partido Democrata. Promotor federal de Nova York de 1998 a 2006, quando foi eleito governador do Estado, ele fez inimigos no mundo da política por sua postura de combate à corrupção no mundo financeiro, chegando a ficar conhecido pelo apelido de "o Xerife de Wall Street".

Nascido em 1959 no Bronx, um dos bairros mais pobres de Nova York, Spitzer estudou nas prestigiadas universidades de Princeton e Harvard.

Pouco depois de se formar, trabalhou para o ministério público de Manhattan, onde aprendeu o ofício e impediu que o clã Gambino, uma das cinco grandes famílias mafiosas de Nova York, mantivesse suas atividades ilícitas.

Em 1999 foi nomeado procurador-geral do Estado, escolhendo como principal alvo os crimes financeiros. Três anos mais tarde conseguiu denunciar a gigante Merrill Lynch, que foi obrigada a pagar 100 milhões de dólares por ter recomendado a seus clientes a compra de ações de pouco valor.

Em dezembro de 2002, desmantelou esquemas fraudulentos de 1,4 bilhão de dólares de bancos e corretores que realizavam negócios ilícitos com as ações. Outras vítimas do então procurador foram a indústria musical e as grandes seguradoras.

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