Miami, 7 jan (EFE).- As acusações de suposto suborno contra o juiz que presidiu o caso da ex-coelhinha da revista Playboy Anna Nicole Smith foram desconsideradas após os resultados de uma investigação, informou hoje uma fonte oficial.

A Promotoria Estadual do condado de Miami-Dade decidiu que o magistrado Larry Seidlin, que começou a chorar quando o tribunal emitiu uma resolução sobre o caso de Anna Nicole, não incorreu em qualquer irregularidade.

Seidlin foi submetido a uma investigação no ano passado depois que o advogado Lawrence Roberts alegou que o juiz pediu subornos em troca de audiências com o defensor público especial em casos judiciais juvenis.

Os advogados recebem US$ 350 por caso nesse tipo de audiências.

Roberts acusava o juiz de tê-lo pressionado para que comprasse para a esposa do magistrado uma bolsa Louis Vuitton de US$ 1.000, a qual Seidlin daria de presente de aniversário.

O juiz, famoso por sua forma pouco convencional de julgar o caso de Anna Nicole, teve que decidir em um tribunal do condado de Broward, ao norte de miami, o local onde a ex-modelo seria sepultada.

A ex-coelhinha da "Playboy" morreu no estado da Flórida de uma overdose acidental de nove remédios combinados.

Ao emitir sua decisão, Seidlin chorou ao anunciar que entregava o corpo de Smith à guarda da filha mais nova para que decidisse onde sepultá-lo.

O choro o obrigou várias vezes a interromper a leitura, em um tribunal cheio de jornalistas nacionais e estrangeiros. EFE so/db

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