Promotoria peruana amplia acusações contra Fujimori

Lima, 13 ago (EFE).- A Promotoria peruana ampliou a acusação contra o ex-presidente Alberto Fujimori pelo assassinato de 42 presos de uma penitenciária de Lima, em 1992, com o delito de lesões graves a outros vários detentos, informou hoje a agência estatal Andina.

EFE |

O promotor Julio Cordero acusou Fujimori dos delitos de lesões graves no controle de um motim de réus por terrorismo em 1992.

O ex-líder (1990-2000) já tinha sido acusado de um suposto homicídio nesse caso, em maio do ano passado, mas o promotor Cordero decidiu ampliar a acusação e com isso estender também os delitos incluídos na solicitação de extradição aprovada pelo Chile em 2007.

Por este massacre, o Estado peruano recebeu uma sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos, com sede em San José da Costa Rica, que ordenou que fossem indenizadas as famílias das vítimas de forma individual e que o Governo expressasse suas desculpas públicas.

Diversas autoridades e os parentes dos soldados das forças da ordem, mortos na luta antiterrorista, expressaram seu desacordo com a decisão da Corte, entre outras coisas, porque na lista de vítimas e supostos beneficiados da decisão apareciam vários sentenciados por terrorismo.

O Peru reverá a decisão, porque se nega a fazer pagamentos individuais.

Segundo o jornal limenho "Correo", se prevê que a sentença seja divulgada hoje, mas fontes da Corte em San José disseram à Agência Efe que não há uma data estabelecida para tornar pública a revisão da sentença contra o Estado peruano.

Fujimori é apontado como responsável por ter ordenado a execução extrajudicial de 42 internos do Estabelecimento Penal de Máxima Segurança Miguel Castro, durante uma operação de mudança de detentos realizada entre 6 e 9 de maio de 1992, assinalou a Promotoria. EFE mmr/rr

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