Nova York, 7 jan (EFE).- A Promotoria pediu por escrito à Justiça americana que retire a liberdade condicional de Bernard Madoff e envie o financista à prisão até que seja julgado por fraude, segundo a documentação tornada pública hoje no Tribunal do Distrito Sul de Nova York.

Madoff foi detido em 11 de dezembro por ter criado, conforme ele próprio confessou, um gigantesco esquema Ponzi que poderia ter alcançado US$ 50 bilhões.

Pouco depois, foi determinado que ele poderia permanecer em liberdade sempre que pagasse uma fiança de US$ 10 milhões - tendo como garantia seu apartamento de Manhattan -, entregasse o passaporte e o da esposa, permanecesse fechado e vigiado 24 horas em sua cobertura e após seus ativos serem congelados.

No entanto, os promotores descobriram recentemente que Madoff enviou a parentes e amigos alguns objetos de valor, como jóias e relógios antigos, e isso seria uma violação das condições de sua fiança.

Os artigos teriam sido recebidos pelo irmão de Madoff, um de seus filhos, a esposa deste e um casal nova-iorquino que se encontra de férias na Flórida e que não foi identificado.

Na segunda-feira, os promotores pediram a prisão do financista, o que obrigou Madoff a sair de seu apartamento e comparecer à corte, mas o juiz Ronald Ellis ignorou o pedido e pediu argumentos por escrito.

Os advogados do réu devem apresentar hoje os documentos sobre esse tema, para que, possivelmente na quinta-feira, seja adotada alguma decisão. EFE mgl/db

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