Promotoria pede outro julgamento para acusados de terrorismo absolvidos

Londres, 12 set (EFE).- A Promotoria britânica pedirá um novo julgamento para três radicais religiosos que em dois processos anteriores foram absolvidos por participar de um complô para cometer atentado com explosivos líquidos em aviões transatlânticos em voo.

EFE |

O diretor do serviço público, Keir Starmer, revelou ontem à noite que tinha decidido voltar a acusar a Ibrahim Savant, Arafat Waheed Khan e Waheed Zaman, embora a decisão final dependa de um juiz, segundo informa hoje a imprensa britânica.

Os três islamistas britânicos foram absolvidos na segunda-feira passada de cumplicidade na conspiração terrorista desativada em 2006, da qual foram achados culpados - e serão sentenciados na segunda-feira - Abdulla Ahmed Ali, Tanvir Hussain e Assad Sarwar, de um total de oito acusados no caso.

No caso de Savant, Khan e Zaman, apesar sua absolvição da acusação principal, o júri do tribunal de Woolwich não chegou a um veredicto sobre outra acusação, a de conspirar para assassinar, pela que o fiscal acredita que se lhes pode voltar a julgar.

Embora não é habitual que a promotoria insista em um caso depois que dois júris não tenham alcançado chegar a um veredicto, Starmer considerou que este é especial e "há expectativas realistas de condenação".

Starmer excluirá do processo a Umar Islã, que no julgamento da segunda-feira foi absolvido da trama para explodir os aviões mas, por outro lado, foi considerado culpado de conspirar para matar.

Um oitavo acusado, Donald Stewart-++Whyte++, foi absolvido de ambas as acusações.

Os oito acusados, em sua maioria de origem paquistanesa, planejavam cometer atentados com explosivos caseiros elaborados com líquidos e pilhas, que explodiriam uma vez dentro do avião, em pleno voo transatlântico, argumentou.

Segundo a acusação, os acusados estavam a ponto de agir quando foram detidos em operações em Londres e Birmingham em agosto de 2006, por informação dos serviços de contra-espionagem MI5.

O descobrimento do complô provocou no Reino Unido o cancelamento de numerosos voos em plena temporada de férias e desembocou na introdução de estritas medidas de segurança nos aeroportos europeus, como a restrição da quantidade de líquido que podia levar-se na bagagem de mão. EFE jm/fk

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