Promotoria pede 30 anos de prisão para o ex-ditador uruguaio Bordaberry

A Promotoria uruguaia pediu uma pena de 30 anos para o ex-ditador uruguaio Juan Bordaberry (1973-1976) por nove crimes de desaparecimento forçado, dois homicídios especialmente agravados e uma violação da Constituição, disse à AFP a procuradora Ana Maria Tellechea.

AFP |

Os dois crimes de homicídio são referentes a morte dos militantes comunistas Fernando Miranda e Ubagesner Cháves Sosa, cujos restos mortais foram encontrados durante escavações em 2005 e 2006 em instalações militares.

Além disso, a procuradora pediu a condenação de Bordaberry pelo crime de "atentado contra a Constituição", apesar dele ter sido indeferido pelo juiz e pelo tribunal em dezembro de 2006.

O advogado Bordaberry, Gaston Chávez, disse à AFP que Mota ainda não recebeu as notificações, esperando recebê-las nesta segunda-feira.

Bordaberry de 81 anos, se encontra em prisão domiciliar devido a problemas de saúde.

Ele venceu as eleições presidenciais no Uruguai em 1971, em meio a um período de violência política desencadeada pela guerrilha tupamara ações e à repressão das forças conjuntas (policiais e militares).

Assumiu o governo em Março de 1972 e em junho de 1973 apelou para as Forças Armadas para dissolver o parlamento e instaurar uma ditadura. Os militares o destituíram em 1976 e continuaram no poder até 1985, quando a democracia retornou ao Uruguai.

yow/fb

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