Promotoria do Irã quer pena de morte para suposto espião da CIA

Segundo agência iraniana, durante audiência fechada, Hekmati afirmou ter relações com a agência americana

iG São Paulo |

Um americano acusado pelo Irã de trabalhar para a CIA pode enfrentar pena de morte, a agência semi-oficial iraniana de notícias Fars informou nesta terça-feira.

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Em audiência fechada, a promotoria requeriu pena de morte, porque o suspeito, identificado como Amir Mirzaei Hekmati, "admitiu ter recebido treinamento dos Estados Unidos e planejava implicar que o Irã estava envolvido em atividades terroristas em países estrangeiros" após voltar aos EUA.

O promotor disse que Hekmati entrou no departamento de inteligência iraniano três vezes. Ele citou uma "confissão" feita por Hekmati transmitida pela TV estatal no início do mês, segundo a agência Fars.

No tribunal, de acordo com a Fars, Hekmati disse que tinha conexões com a CIA, mas nunca quis prejudicar o Irã. "Eu fui enganado pela CIA. Embora eu tenha sido apontado para me infiltrar o sistema de inteligência iraniano e agir como uma nova fonte para a CIA, eu não tinha intenção de minar o país", teria dito Hekmati.

Sob a lei iraniana, espionar só leva à pena de morte em casos militares. A Fars afirma que o advogado de Hekmati, identificado apenas pelo primeiro nome, Samadi, negou as acusações. Ele disse que a inteligência iraniana bloqueou Hekmati de se infiltrar e, sob a lei do país, a intenção de se infiltrar não configura crime.

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O governo iraniano não divulgou nenhuma data para a próxima audiência.

Hekmati, 28 anos, nasceu no Arizona, Estados Unidos. Sua família tem origem iraniana. O seu pai, que vive em Michigan, disse que seu filho não é um espião da CIA e estava apenas visitando seus avós no Irã quando foi preso. Por seu pai ser iraniano, Hekmati é considerado um cidadão do Irã.

O Irã acusa que como um marine americano, ele recebeu treinamento especial e serviu em bases militares iraquianas e afegãs antes de ir ao Irã para realizar sua suposta missão.

Com AP e BBC

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