Promotoria diz que não aceitará condenação inferior a 30 anos para Fujimori

Lima, 11 fev (EFE).- O promotor-chefe peruano, José Peláez, disse hoje que não aceitará uma condenação inferior a 30 anos de prisão para o ex-presidente Alberto Fujimori, cuja sentença no julgamento por abusos aos direitos humanos pode ser conhecida em 20 de março.

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"Se a condenação for menor, indubitavelmente a Promotoria formulará um recurso de apelação para que a Justiça revise a sentença e aplique a pena solicitada pela Promotoria", disse Peláez em Lima.

Fujimori é julgado no Peru pela morte de 25 pessoas nos massacres de Barrios Altos (1991) e La Cantuta (1992), e pelo sequestro de um jornalista e um empresário após o "autogolpe" de Estado de 1992.

A Promotoria considera o ex-presidente "autor imediato" destes crimes, ou seja, que os cometeu valendo-se de organizações que fizeram parte do aparelho do Estado.

Peláez reiterou que a atuação da Promotoria "foi muito positiva", apesar de não terem sido apresentadas provas materiais no julgamento.

"A sentença deve ser anunciada no dia 20 de março deste ano, e deve ocorrer uma apelação de uma das partes, e por isso o processo passará para outra instância que emitirá uma decisão definitiva em um prazo de três a quatro meses", explicou o promotor.

Peláez negou a possibilidade de o julgamento, que começou em 10 de dezembro de 2007, ser cancelado pelo eventual prolongamento da leitura da sentença, em um contexto no qual as leis peruanas determinam que não deve durar mais de três sessões. EFE wat/mh

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