grande contribuição à venda ilegal de armas - Mundo - iG" /

Promotoria diz que Menem fez grande contribuição à venda ilegal de armas

Buenos Aires, 28 nov (EFE) - Carlos Menem fez uma contribuição indispensável e necessária para a venda ilegal de armas argentinas à Croácia e ao Equador entre 1991 e 1995, afirmou hoje a Promotoria no julgamento do ex-presidente da Argentina. Menem, acusado de ser co-autor de um crime de contrabando agravado, ouviu através de uma videoconferência a acusação contra si lida pelo Tribunal Oral no Juizado Econômico 3 em Buenos Aires. O ex-presidente (1989-1999) cumpriu o trâmite na sede do Conselho Federal de Investimentos em La Rioja, sua província natal, onde se recupera de um quadro de anemia e estresse que, de acordo com os advogados de defesa, o impede de viajar à capital do país. Estou tranqüilo porque tudo é uma mentira. Sempre, onde estou, há gente que me apóia, afirmou Menem, depois de ouvir tranqüilo as acusações.

EFE |

"Sem a atividade de Menem as exportações não poderiam ter sido realizadas", afirmou a promotora Alicia Sustaita, que lembrou que o processado foi quem, como chefe de Estado, assinou os decretos que, em 1991 e 1995, permitiram a venda ilegal do armamento.

Sustaita acrescentou que "uma só ordem teria sido suficiente para impedir as exportações".

O julgamento começou no dia 16 de outubro e, além de Menem, de 78 anos, há outros 17 acusados, entre eles o ex-assessor presidencial Emir Yoma, o ex-chefe da Força Aérea Juan Paulik, o traficante de armas Diego Palleros e o ex-ministro da Defesa Oscar Camilión.

"Nunca vi algo assim", afirmou Menem em alusão ao primeiro processo judicial iniciado no país contra um ex-governante democrático.

O ex-chefe de Estado passou seis meses em prisão domiciliar em 2001, acusado de liderar uma "formação de quadrilha", mas recuperou a liberdade depois que a Corte Suprema de Justiça anulou as acusações.

Os juízes deverão estabelecer se houve um desvio no destino de 6.500 toneladas de armas e munição que três decretos assinados por Menem autorizaram a enviar a Panamá e Venezuela, mas que terminaram no Equador e na Croácia.

Entre 1991 e 1995, estes dois países receberam munição, canhões e fuzis produzidos pela estatal argentina Fabricaciones Militares, em um momento em que estava em vigor uma proibição internacional de fornecer armamento a estas nações.

Durante o julgamento, que deve durar sete meses, espera-se que deponham mais de 400 pessoas, entre elas os ex-presidentes Raúl Alfonsín (1983-1989) e Fernando de la Rúa (1999-2001), o ex-chefe do Exército Martín Balza e o ex-embaixador dos Estados Unidos em Buenos Aires James Cheek. EFE cw/db

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG