Promotoria diz não ter provas para processar agentes no caso Jean Charles

Londres, 13 fev (EFE).- Nenhum agente será processado pelo caso do eletricista brasileiro Jean Charles de Menezes, afirmou hoje a Promotoria britânica, após revisar as evidências que vieram à tona no ano passado no inquérito público sobre a morte do jovem.

EFE |

A Promotoria informou que não há evidências suficientes para processar um agente por participação na morte do brasileiro, que foi assassinado em 22 de julho de 2005 na estação de metrô de Stockwell ao ser confundido com um terrorista suicida.

Em dezembro, o júri do inquérito público decidiu que a morte do brasileiro não foi um homicídio justificado e se pronunciou por um veredicto denominado "aberto".

O júri, formado por dez pessoas, tomou essa decisão depois que o juiz Michael Wright negou a eles a possibilidade de um veredicto de homicídio injustificado.

O advogado Stephen O'Doherty, responsável por revisar as provas, disse hoje que não encontrou evidências suficientes para rever sua decisão, tomada há mais de um ano, de não processar nenhum agente.

"Após a investigação sobre a morte de Jean Charles de Menezes e o veredicto aberto alcançado pelo júri, eu fiz uma revisão do caso à luz das novas provas surgidas da investigação", acrescentou O'Doherty.

"Cheguei à conclusão de que não há provas suficientes de que um agente em particular tenha cometido um crime em relação à trágica morte de Jean Charles", explicou o advogado.

O eletricista, de 27 anos, recebeu oito tiros (sete na cabeça e um no ombro) disparados por agentes da brigada antiterrorista da Scotland Yard após ser confundido com um dos autores dos atentados fracassados do dia anterior, que pretendiam ser uma imitação dos ataques de 7 de julho de 2005. EFE vg/db

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