Promotoria de Santa Cruz libera dois suspeitos de complô para matar Evo Morales

Duas pessoas portando um fuzil com mira telescópica, ligadas a uma organização de ultradireita da cidade de Santa Cruz, e detidas por supostamente tramarem a morte do presidente Evo Morales, foram liberadas pela Promotoria desta cidade oposicionista, gerando críticas do governo.

AFP |

"Os organismos de segurança do Estado prenderam dois membros da União Juvenil de Santa Cruz, um deles com um fuzil", afirmou o vice-ministro de Coordenação do Palácio de Governo, Sacha Llorenti, citado pela rede de TV PAT.

A autoridade disse que a prisão ocorreu no aeroporto de El Trompilli de Santa Cruz (900 km de La Paz), centro da oposição de direita, onde estava previsto uma visita do presidente.

Llorenti disse que os dois jovens foram presos pelo serviço de inteligência mas que foram liberados em seguida pela Promotoria de Santa Cruz.

"Expressamos nossa indignação pelo que foi feito pela Promotoria", disse.

A União Juvenil de Santa Cruz (UJC) é o braço de choque do Comitê cívico-empresarial de Santa Cruz, principal organização de oposição ao governo de Morales.

Em maio passado, Morales denunciou que grupos de direita elaboraram um plano para assassiná-lo no ano passado, mas que a conspiração não foi adiante por falta de apoio das Forças Armadas.

"No ano passado tentaram usar as Forças Armadas, buscaram apoio em alguns quartéis para que houvesse um golpe militar. Saudamos as Forças Armadas que não se prestaram a nenhum golpe militar", afirmou o presidente de esquerda.

jac/fb

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