Promotoria de Milão solicitará processo de Berlusconi

Promotores devem pedir na quarta que premiê italiano seja processado por mentir para conseguir libertação de marroquina

EFE |

A Promotoria de Milão, que investiga o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, por suposta incitação à prostituição e abuso de poder no denominado caso Ruby , apresentará na quarta-feira sua solicitação de processo contra o líder perante o juiz das investigações preliminares. A informação foi divulgada nesta terça-feira pelo procurador-geral de Milão, Edmondo Bruti Liberati.

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Manifestante vestido de coelho rosa e com algemas usa máscara de Silvio Berlusconi durante protestos contra escândalos sexuais de premiê italiano (06/02/2011)
A princípio, o envio da solicitação do processo estava previsto para a semana passada, mas o trâmite  atrasou por causa de uma dúvida sobre o procedimento processual que será debatida pelos promotores nas próximas horas.

A imprensa italiana indica que os promotores estudam apresentar a solicitação de processo com procedimento imediato pelos dois delitos pelos quais se investiga o líder (incitação à prostituição de menores e concussão) ou só por concussão.

Para que a promotoria possa solicitar o procedimento imediato, em que não se prevê a realização de uma audiência preliminar, é necessário que exista uma prova evidente e que o suspeito tenha sido convocado a depor sobre os fatos.

Segundo a imprensa italiana, a promotoria deve pedir o procedimento imediato só para o delito de concussão, que se refere ao telefonema feito por Berlusconi em 27 de maio a uma delegacia de Milão para que libertasse a menor marroquina Ruby R. - retida por um pequeno roubo -, sob alegação de que ela era sobrinha do presidente egípcio, Hosni Mubarak.

Quanto ao delito de incitação à prostituição de menores, nos últimos dias se cogitou a possibilidade de que os promotores optassem pela citação direta na acusação de prostituição de menores. A promotoria suspeita que Ruby R. tenha mantido relações íntimas com Berlusconi em troca de presentes e dinheiro quando era menor de idade.

Com relação ao delito de prostituição de menores, Bruti Liberati disse que a acusação terá como base somente as supostas relações íntimas com Ruby R., cujo verdadeiro nome é Karima el Mahroug, não se incluindo uma nova acusação por suas supostas relações com outra menor, a prostituta brasileira Iris Berardi.

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