Promotoria de Istambul apresenta sumário no qual acusa PKK de atentado

Istambul, 17 dez (EFE).- A Promotoria de Istambul apresentou hoje aos Tribunais um sumário no qual acusa o grupo armado Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) de estar por trás do atentado que, em julho passado, matou 17 pessoas no bairro de Güngören.

EFE |

Segundo informação dada pela emissora "CNN-Türk", a Promotoria pediu o processo de 9 supostos terroristas detidos após o ataque, dos quais 8 estão em prisão preventiva.

No dia 27 de julho, um ataque com bomba em uma movimentada rua do bairro operário de Güngören matou 17 pessoas, entre elas uma mulher em avançado estado de gestação, e feriu outras 154.

Uma primeira explosão de baixa intensidade serviu para atrair os moradores do bairro e, dez minutos depois, explodiu uma segunda bomba de grande potência, o que indica que os terroristas pretendiam obter o maior número de vítimas possível.

A autoria do atentado foi duvidosa durante vários dias, pois alguns líderes do PKK negaram que sua organização estivesse envolvida e o partido nacionalista curdo DTP, próximo ao grupo armado, condenou com dureza o atentado.

Cinco dias após o massacre, após a detenção de 10 supostos envolvidos (9 dos quais foram acusados pela Promotoria como membros do PKK), o ministro do Interior, Besir Atalay, deu por "esclarecido" o atentado, mas não se atreveu a mencionar nenhuma organização concreta como possível culpada.

Parte da imprensa turca chegou a acusar pelo atentado a chamada rede Ergenekon, grupo ultranacionalista com conexões dentro do Estado e da máfia que é atualmente julgado na Turquia. EFE amu/fal

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