Promotoria de Honduras pede detenção de cúpulas das Forças Armadas

Tegucigalpa, 6 jan (EFE).- O Ministério Público (MP) de Honduras pediu hoje à Suprema Corte de Justiça que emita uma ordem de prisão contra a cúpula das Forças Armadas por ter expulso do país, em 28 de junho de 2009, o presidente deposto Manuel Zelaya.

EFE |

O promotor contra a corrupção, Henry Salgado, confirmou a jornalistas que apresentou ao Supremo um "requerimento" contra a Junta de Comandantes das Forças Armadas, liderada pelo chefe do Estado-Maior Conjunto, general Romeo Vázquez, e integrada por outros cinco oficiais.

Salgado disse que pediu à mais alta instância da Justiça hondurenha que decrete a prisão dos militares e abra um processo contra eles.

O promotor explicou que recorreu ao Supremo porque o caso envolve "altos funcionários" do Estado que incorreram em crimes de abuso de autoridade e expatriação.

Apresentada a denúncia, Suprema Corte vai nomear para o caso um de seus 15 juízes, acrescentou Salgado.

O general Vázquez, que visita a localidade de San Pedro Sula, disse à imprensa de ainda não tomou conhecimento da ação do MP, mas que está disposto a se apresentar à Justiça.

"Ainda não tenho a informação. Vamos tratar de investigar", mas "qualquer que seja a situação (...) vamos nos submeter à Justiça hondurenha se necessário, porque somos homens da lei", afirmou.

Os outros membros da Junta de Comandantes são o subchefe do Estado-Maior, general Venancio Cervantes; os chefes do Exército, general Miguel Ángel García Padgett; da Aeronáutica, general Luis Javier Prince; e da Marinha, contra-almirante Juan Pablo Rodríguez, além do inspetor-geral das Forças Armadas, general Carlos Cuéllar.

EFE lam/sc

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