Promotoria confirma detenção de ex-ministro de defesa venezuelano

Caracas, 2 abr (EFE).- A Promotoria Militar venezuelana confirmou a detenção hoje do ex-ministro de Defesa venezuelano e opositor Raúl Isaias Baduel, acusado de corrupção.

EFE |

"Temos 30 dias para apresentar a acusação formal e, eventualmente, uma prorrogação de 15 dias que considero que não será necessária, porque já temos elementos" para que a Justiça o processe por apropriação de "uma alta quantidade de dinheiro" da Força Armada Nacional (FAN), disse o general e promotor militar Ernesto Cedeño.

Em entrevista à emissora "VTV", o promotor militar afirmou que, "avançada a investigação, surgiram elementos de convicção suficientes, os quais não vou detalhar, para acusá-lo de suposta subtração de fundos do FAN".

Os fatos supostamente ocorreram durante a gestão de Baduel à frente do Ministério da Defesa, cargo que abandonou em 2007 e após o qual passou a militar nas fileiras da oposição ao presidente do país, Hugo Chávez.

O promotor militar acrescentou que "agiu-se de maneira forçada porque (Baduel) nunca teve a intenção de cumprir o requerimento estabelecido" de comparecer voluntariamente perante a Justiça, algo que, antes, tinha sido desmentido por parentes e advogados.

Cedeño lembrou que, em setembro, Baduel precisou ser levado aos juízes "com o uso da força" e que, desde então, gozava de um regime de liberdade condicional.

"A prisão preventiva (decretada hoje) revoga" uma decisão judicial anterior "que permitia estar em liberdade", confirmou o promotor, que desmentiu que a detenção de Baduel tenha ocorrido de maneira irregular ou violenta.

A detenção do general foi anunciada inicialmente por parentes e advogados do ex-ministro à emissora de televisão "Globovisión".

O general passeava de carro com a mulher perto de casa quando "foi fechado funcionários da DIM (Direção de Inteligência Militar), que, apontando armas de fogo contra eles e ameaçando-os para que não ligassem a ninguém, os empurraram para dentro de um veículo" militar, disse à emissora privada de televisão "Globovisión". EFE ar/db

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