Promotoria britânica não acusará soldados dos EUA de morte de jornalista

Londres, 28 jul (EFE).- A Promotoria britânica anunciou nesta segunda que não apresentará acusações contra soldados americanos pela morte em 2003 do jornalista britânico Terry Lloyd, apesar de um juiz ter afirmado, há dois anos, que sua morte fora ilícita.

EFE |

A Promotoria assegurou que não há provas que permitam determinar quem disparou o tiro que matou Lloyd, correspondente da emissora "ITN", que antes de morrer foi ferido por disparos iraquianos.

A diretora da divisão antiterrorista da Promotoria, Sue Hemming, reconheceu que, assim como estabeleceu o juiz legista, a bala que acabou com a vida de Lloyd era americana, mas não se sabe quem a disparou, assim como "também não há provas sobre quem estava no comando da operação" para determinar um responsável.

Hemming, que disse entender que a decisão causará dor aos familiares e amigos do jornalista, afirmou que todas as linhas de investigação disponíveis foram seguidas antes de se decidir não apresentar acusações.

O repórter, de 50 anos, foi assassinado junto com dois colegas, o tradutor de origem libanesa Hussein Osman, e o câmera francês Fred Nerac, perto da ponte Shatt, nos arredores da cidade de Basra (sul).

Segundo a investigação judicial, Lloyd, que viajava com uma unidade de televisão independente das Forças Armadas, recebeu um primeiro tiro ao entrar na linha de fogo entre iraquianos e americanos e foi morto com um tiro na cabeça pelas tropas dos EUA quando era levado ao hospital em um microônibus.

Em outubro de 2006, o juiz adjunto Andrew Walker disse que os soldados americanos atuaram fora da lei ao dispararem contra Lloyd quando este já havia sido ferido e estava sendo transferido em um veículo civil. EFE jm/fh/fal

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