Promotoria belga acusa 6 pessoas detidas na quinta de pertencer à Al Qaeda

Bruxelas, 12 dez (EFE) - Seis dos 14 supostos membros de uma célula ligada à Al Qaeda detidos na quinta-feira na Bélgica foram acusados hoje de pertencer à organização terrorista e presos, anunciou hoje a Promotoria Federal.

EFE |

Os detidos são cinco homens e uma mulher, todos belgas, explicou hoje à agência "Belga" a porta-voz da Promotoria, Lieve Pellens.

A mulher chama-se Malika el-Aroud, a viúva de Abdessatar Dahmane, um dos terroristas suicidas que assassinaram, em setembro de 2001, o general Massoud, principal figura da resistência contra os talibãs afegãos.

Sete dos detidos durante a investigação contra uma suposta célula terrorista ligada à Al Qaeda compareceram perante o juiz de instrução.

As seis pessoas acusadas terão que aparecer perante a Câmara do Conselho Judicial nos próximos cinco dias.

Malika el-Aroud, considerada uma das figuras islâmicas mais radicais da Bélgica, tem um 'blog' jihadista na internet e era uma das pessoas suspeitas de planejar, em dezembro do ano passado, a libertação de Nizar Trabelsi, um islamita que cumpre pena na Bélgica por tentativa de atentado em 2001.

Os investigadores suspeitam de que ela e seu atual marido, Moez Garsaloui, tentam fundar uma "célula jihadista" na Bélgica para cometer atentados neste país.

Garsaloui poderia permanecer ainda no Afeganistão, aonde viajou para treinar voluntários de origem belga e manter contatos com dirigentes da Al Qaeda, acreditam as autoridades.

Outro dos suspeitos detidos estava a ponto de cometer um atentado suicida, possivelmente na Bélgica.

O primeiro-ministro, Yves Leterme, reconheceu hoje que as autoridades pensaram em suspender a cúpula de líderes da União Européia (UE) realizada entre quinta-feira e hoje devido à possibilidade de que o atentado pudesse ser direcionado aos líderes do bloco. EFE vl/db

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