Promotoria analisará queixas de ex-sargento que fez 30 reféns em Bogotá

Bogotá, 22 mai (EFE).- A Promotoria colombiana investigará as denúncias feitas contra militares por um ex-sargento que ficou duas horas nesta quarta-feira em um escritório de um fundo de pensões em Bogotá, manteve 30 clientes como reféns e ameaçou explodir uma granada.

EFE |

O anúncio foi feito hoje pelo vice-procurador-geral da Colômbia, Guillermo Mendoza.

Mendoza, que exerce a Procuradoria-geral interinamente, declarou à rádio "Caracol" que seu gabinete "avaliará" as afirmações do ex-sargento do Exército Edgar Paz Morales, detido na quarta-feira por policiais disfarçados duas horas após fazer reféns os funcionários de um escritório no centro da capital colombiana.

O ex-sargento acusou vários oficiais de receber treinamento de um mercenário israelense contratado por paramilitares de direita nos anos 1980 e disse ter participado de crimes de militantes do dissolvido grupo guerrilheiro Movimento 19 de Abril (M-19).

Paz Morales, de 57 anos, disse que tinha invadido a filial de um fundo de previdência para exigir sua aposentadoria e denunciar sua demissão, a qual considerou injusta.

O assaltante divulgou através na imprensa um longo documento de denúncias e exigiu asilo no México, a presença de oficiais e outras condições para libertar os reféns, antes de ser dominado por agentes da Polícia, que conseguiram tirar a granada a qual carregava.

O vice-procurador-geral chamou de "alarmantes" as denúncias, mas esclareceu que elas devem ser verificadas.

"Um testemunho deve ser submetido às regras de crítica saudável, entre as quais está a comparação da versão com outros fatos que possam corroborá-lo ou não", explicou.

O ex-sargento passou a noite em um prédio da Justiça em Bogotá e, segundo as autoridades, pode ser condenado a 20 anos de prisão por ato terrorista, se forem levados em consideração os agravantes como a tomada de reféns e posse ilegal de armas.

Paz Morales afirmou ter participado de treinamento com o ex-coronal israelense Yair Klein, contratado por esquadrões paramilitares e detido no ano passado na Rússia, país que aprovou seu envio à Colômbia, onde é pedido de extradição e condenado a dez anos de prisão. EFE gta/wr/db

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