Promotor-chefe do TPI pede investigação sobre presença das Farc na Suíça

Genebra, 3 set (EFE).- O promotor-chefe do Tribunal Penal Internacional (TPI), Luis Moreno Ocampo, pediu à Suíça que investigue a suposta presença das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) no país.

EFE |

"A Espanha nos informou da prisão de uma mulher, a pedido da Colômbia, acusada de entregar fundos para outra pessoa que mora na Suíça, Omar Arturo Zabala Padilla, conhecido como 'Lucas Gualdron' e líder das Farc na Europa", disse Ocampo ao jornal "Le Temps".

Ele acrescentou que "poderia se tratar de lavagem de dinheiro em favor de uma organização criminosa".

Segundo o jornal suíço, o promotor-chefe do TPI enviou uma carta às autoridades suíças para saber se Berna tinha iniciado uma investigação sobre a rede de apoio às Farc na Suíça.

Ocampo admitiu, além disso, que está sabendo do pedido colombiano para investigar a mediação do professor suíço Jean-Pierre Gontard.

"Caso a Suíça não tenha começado uma investigação, vamos solicitar que estas pessoas sejam interrogadas e que transmitam para nós os interrogatórios. Com estas respostas decidiremos se é necessário iniciar uma investigação oficial e lançar pedidos de detenção, como fizemos no mês passado com o presidente sudanês, Omar Hassan Ahmad al-Bashir", declarou Ocampo.

A promotoria colombiana anunciou em 24 de julho que iniciava uma investigação formal por financiamento ao terrorismo contra Gontard, integrante, na França e na Espanha, do desaparecido "grupo de amigos" internacional para atuar na mediação junto às Farc na busca da libertação dos reféns.

A Colômbia acusa o ex-mediador de entregar cerca de US$ 500 mil às Farc em 2001 em troca da libertação de dois colaboradores da farmacêutica Novartis seqüestrados pelo grupo.

Gontard negou em reiteradas ocasiões que tenha entregado este dinheiro e explicou que se limitou a atuar como mediador, a última vez na segunda-feira passada diante da comissão de Política Externa do Conselho Nacional suíço.

A investigação contra Gontard é baseada em algumas mensagens encontradas em um dos computadores de Raúl Reyes, morto em um bombardeio colombiano contra seu acampamento no Equador em março.

Segundo estes arquivos, o professor suíço levou à Costa Rica US$ 480 mil que a Novartis pagou aos rebeldes como resgate por seus funcionários. EFE mh/fal

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