Promotor pede arquivamento de investigação contra Berlusconi

Roma, 25 fev (EFE).- A promotoria de Roma pediu o arquivamento de uma investigação contra o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, por causa do pedido feito em 2007 ao presidente da produtora da emissora pública Rai Fiction, Agostino Saccá, para que desse trabalho para várias atrizes em troca de apoio em sua futura carreira empresarial.

EFE |

Os promotores também pediram ao juiz instrutor a destruição de todas as escutas telefônicas entre Saccá e Berlusconi, que então era o líder da oposição, nas quais se baseava a investigação.

As atas da investigação tinham passado para Roma após Luigi Giordano, juiz instrutor de Nápoles - onde começou a investigação - afirmar que havia falta de competência territorial dos tribunais desta cidade, como tinham pedido os advogados de Berlusconi.

O promotor de Nápoles Vincenzo Piscitelli pediu em janeiro de 2007 o envio a julgamento tanto de Berlusconi como de Sacca sob a acusação de corrupção e instigação à corrupção.

O caso explodiu no final de 2007 quando o jornal "La Repubblica" revelou uma conversa telefônica na qual o então líder da oposição sugeria a Saccá o nome de jovens atrizes para quais deveria conseguir trabalho.

O líder político teria assegurado a Saccá que o saberia recompensar logo que levasse em frente seus planos de deixar a produtora da emissora pública "RAI" para se estabelecer como empresário independente no campo da produção.

Os fiscais promotores afirmaram hoje que as promessas de ajuda de Berlusconi "são muito genéricas" para serem consideradas um crime.

O "La Repubblica" explicou então que Berlusconi teria recomendado a Saccá o nome de algumas atrizes, entre elas Elena Russo e Evelina Manna, para que trabalhassem em algumas séries televisivas, pois uma delas lhe tinha sido sugerida por um senador da centro-esquerda.

Berlusconi pretendia assim, segundo acrescentou o jornal, convencer os líderes da centro-esquerda a apoiar a oposição para fazer cair o Governo, visto que o Governo de Romano Prodi tinha apenas uma vantagem de dois senadores na Câmara Alta. EFE ccg/fal

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG