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Promotor pede 20 anos para acusado por atentados de Madri em 2004

Rabat, 4 dez (EFE).- O promotor do tribunal de Apelação de Salguei, cidade vizinha à capital do Marrocos, Rabat, pediu hoje 20 anos de prisão para o marroquino Hicham Ahmidan, acusado de participação nos atos terroristas de 11 de março de 2004, na capital espanhola Madri.

EFE |

Ahmidan já havia sido preso em 2004 e condenado a cinco anos de prisão por tráfico de drogas.

O promotor acusou-o hoje de participar dos atos terroristas do 11-3 ajudando aos terroristas, com base em restos de DNA e pegadas dele que a Polícia espanhola encontrou em uma casa e quatro carros utilizados pelos terroristas.

Ele acrescentou que a Polícia encontrou ainda em um dos carros peças para a fabricação de explosivos semelhantes ao utilizado nos atentados do 11-3, que mataram 191 pessoas e feriram quase 2 mil.

A defesa de Ahmidan, que pediu sua absolvição, classificou de "relações familiares" o vínculo de seu cliente com Jamal Ahmidan, considerado o chefe logístico do comando que cometeu os atentados, e que se suicidou em 3 de abril, e Hamid Ahmidan, condenado a três anos de prisão pela Justiça espanhola.

O advogado de Hicham, Ali Amar, ressaltou que "entre marroquinos é normal emprestar um carro ou viver na mesma casa, o que não significa participar de um ato criminoso cometido por outro parente", e acrescentou que seu cliente "é inocente porque não tinha nenhuma vontade de cometer um ato terrorista".

Amar protestou ainda contra o que qualificou de "perseguição" a Ahmidan, que foi julgado pela mesma acusação e absolvido pela Justiça em 2004, e defendeu que "legalmente não se pode julgar uma pessoa duas vezes pelo mesmo caso". EFE hm/jp

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