Promotor do TPI vai à Colômbia para seguir caso de extraditados aos EUA

Bogotá, 16 ago (EFE).- O promotor argentino Luis Moreno-Ocampo, do Tribunal Penal Internacional (TPI), anunciou hoje que viajará por uma semana à Colômbia para seguir o caso dos ex-chefes paramilitares que foram extraditados há três meses aos Estados Unidos.

EFE |

"Averiguaremos de perto o porquê de alguns ex-paramilitares terem sido extraditados aos EUA", disse Moreno-Ocampo à rede de televisão de Bogotá "Caracol Radio".

Ao contrário da Colômbia, os EUA não aderiram ao Estatuto de Roma, instrumento do TPI que data de julho de 1998, o que fez temer pela exclusão destes colombianos do alcance da Corte Internacional.

Moreno-Ocampo anunciou que voltará à capital colombiana para gestões relacionadas com a eventual participação do TPI na averiguação dos fatos criminosos no país andino.

"Minha tarefa é advertir e monitorar as investigações judiciais na Colômbia", lembrou o argentino, que em outubro passado visitou Bogotá para analisar o avanço dos casos abertos contra "os principais responsáveis pelos crimes" a cargo do TPI.

Ele aludiu também aos processos abertos contra os ex-chefes das Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC), organização que se dissolveu em meados de 2006 após mais de 31 mil paramilitares deixarem as armas.

O TPI seguiu de perto a fase judicial deste polêmico processo de paz promovido pelo presidente Álvaro Uribe, que em maio passado extraditou 15 antigos comandantes das AUC processados nos EUA por narcotráfico, lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo.

Um deles foi Salvatore Mancuso, que era o principal chefe da organização, que foi entregue no dia 13 de maio com outros 13 paramilitares desmobilizados, uma semana depois da extradição do outro ex-comando de ultra-direita. EFE jgh/bm/rr

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