Promotor critica TPI por dar liberdade condicional a rebelde da RDC

Bruxelas, 14 ago (EFE).- O promotor-chefe do Tribunal Penal Internacional (TPI), Luis Moreno Ocampo, anunciou hoje que apelará da decisão da corte de conceder liberdade condicional ao ex-líder rebelde e ex-vice-presidente da República Democrática do Congo (RDC), Jean-Pierre Bemba.

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Ele ainda enfrenta julgamento por crimes de guerra.

O argentino Moreno Ocampo considera que Bemba, atualmente detido em Haia, "deveria continuar na prisão", informou um comunicado do tribunal, cuja sede fica em Haia.

O promotor apresentará suas alegações no dia 24 e a Sala de Apelações do TPI "estudará se a decisão de libertar Bemba é correta", acrescentou a nota.

Ele explicou que, por enquanto, "não há perspectivas de libertação imediata" do acusado, já que vários países identificados pela defesa como possíveis lugares de acolhida manifestaram "objeções ou preocupações" com a possibilidade de recebê-lo em seu território.

O TPI informou hoje que a Câmara encarregada de avaliar o pedido do acusado ainda deve decidir em que país Bemba seria libertado - ele propôs Bélgica, França e Portugal - e, para isso, realizará várias audiências com representantes desses Estados em setembro.

Os juízes chegaram à conclusão de que não é necessário manter Bemba detido e levaram em conta, entre outras coisas, seus fortes vínculos familiares - é casado e tem cinco filhos- e a cooperação prestada até agora ao tribunal. EFE epn/db

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