Promotor colombiano processa dirigente das Farc por seqüestro de Betancourt

Bogotá, 12 mai (EFE) - Um promotor colombiano processou hoje o guerrilheiro Martín Sombra, veterano chefe das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) detido há pouco tempo, pelo seqüestro da ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt e sua colega de chapa eleitoral Clara Rojas, já liberada.

EFE |

O insurgente foi "sindicado dos crimes de tomada de reféns e seqüestro agravado", explicou a Procuradoria Geral, que indicou que o processado tem uma nova ordem de detenção sem direito à fiança.

A decisão foi tomada pela União Nacional de Direitos Humanos e Direito Internacional Humanitário da Promotoria, e está baseada na "suposta intervenção" de "Martín Sombra" no seqüestro das duas mulheres.

A franco-colombiana Betancourt e a ex-candidata a vice-presidente Rojas foram capturadas em 23 de fevereiro de 2002, quando viajavam por uma estrada do departamento selvático do Caquetá para um comício com vistas ao pleito presidencial de maio desse ano, no qual foi eleito o atual governante, Álvaro Uribe.

A Promotoria lembrou que Elí Mendoza, nome real de "Martín Sombra", foi o responsável por vigiar, de 2003 a 2004, um grupo de reféns no qual estavam ambas as mulheres.

"Martín Sombra" foi detido em janeiro no nordeste da Colômbia após retornar, aparentemente, da Venezuela. EFE jgh/db

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