Promessa de presidente ruandês de ajudar RDC impressiona enviado europeu

Kigali, 2 nov (EFE).- O comissário de Desenvolvimento e Ajuda Humanitária da União Européia (UE), Louis Michel, disse na noite deste sábado estar impressionado com o compromisso real do presidente de Ruanda, Paul Kagame, em buscar uma solução para o conflito que está deixando dezenas de milhares de deslocados no leste da República Democrática do Congo (RDC).

EFE |

Michel se reuniu ontem com Kagame, uma vez que o presidente ruandês é acusado de apoiar logística e economicamente a rebelião dos tutsis liderados pelo general Laurent Nkunda.

"Nosso encontro foi muito interessante e frutífero, e mostra o compromisso real de Kagame em tentar acabar com a situação em Kivu Norte (província congolesa)", disse Michel à imprensa, que também destacou que, para Kagame, a RDC é responsável por 95% de seus problemas.

Segundo Michel, que pediu os congoleses que se esforcem para solucionar o conflito, Kagame quis lembrar que o que acontece na RDC é um problema interno.

"Devemos resolver a situação na RDC pela raiz, mas também é preciso acabar com os motivos reais, e nós ajudaremos em tudo o que pudermos", declarou Michel, que voltou a pedir ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, a realização de uma cúpula em Nairóbi.

"É necessário reunir todas as pessoas que estão direta ou indiretamente implicadas na crise da RDC e aquelas que podem contribuir de forma positiva para a solução do conflito", afirmou o comissário europeu.

O ex-enviado especial ruandês na região dos Grandes Lagos Africanos, embaixador Richard Sezibera, também participou da reunião. "Todo mundo está preocupado com a crise humanitária na RDC.

Ruanda está preocupada e a comunidade internacional está preocupada", declarou aos meios de comunicação.

"Não há tropas ruandesas na RDC, embora nos acusem disso", disse Sezibera diante das recentes declarações de representantes da ONU.

Há poucos dias, o chefe do contingente militar uruguaio que a ONU desdobrou em Kivu Norte, Jorge Rosales, disse que "é provável que os rebeldes estejam sendo apoiados por tropas ruandesas".

"Os insurgentes recebem o apoio de tanques, algo que até agora Nkunda não acontecia", disse Rosales na semana passada. EFE gk/wr/sc

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