Projeto da Alba é apresentado à China em busca de cooperação

Pequim, 7 jul (EFE).- Os embaixadores da Venezuela, Cuba, Equador e Bolívia apresentaram hoje o projeto da Aliança Bolivariana para as Américas (Alba) a responsáveis e especialistas chineses em América Latina.

EFE |

Os diplomatas concordaram que "mais que um projeto econômico, a Alba é o sonho de Simon Bolívar de conseguir um só país livre".

"A Alba é um processo político e socioeconômico que representa um desafio muito grande e seu poder está na vontade de cooperar com fontes de benefícios comuns, como a China", afirmou a embaixadora da Venezuela em Pequim, Rocío Maneiro, durante a apresentação.

Os quatro países querem que o Governo chinês conheça e analise os alcances da Alba e identifique oportunidades para desenvolver projetos culturais, econômicos e comerciais, através do mecanismo de integração.

Segundo a diplomata, depois do primeiro encontro de hoje, no qual um vídeo elaborado com colaboração das quatro embaixadas foi apresentado, "haverá outros com empresas e bancos, para impulsionar intercâmbios e o desenvolvimento para a China e para a América Latina".

Rocío destacou que a Alba quer criar um centro de unidade política, com um banco regional e empresas multinacionais dos países integrantes (nove, atualmente) "avançando em direção à unidade em círculos concêntricos, mediante uma cooperação muito ampla".

A embaixadora destacou que "se a China se interessa na América Latina, não pode entendê-la sem conhecer a Alba, que como a Organizações dos Estados Americanos, a Comunidade Andina de Nações, Mercosul, o Caricom ou outros, é um mecanismo regional que procura possibilidades de comum acordo e união".

Segundo o embaixador de Cuba na China, Carlos Pereira, se trata de uma iniciativa integradora da América Latina e do Caribe "que luta contra a pobreza através da cooperação em saúde, educação e cultura, depois de nascer como resposta à intenção dos Estados Unidos de imporem a Área de Livre Comércio das Américas (Alca)".

"Traz novas ideias e conceitos para resolver os problemas com respostas diferentes e graças a um amplo consenso político dos países que a integram", afirmou Pereira.

"Como bloco único, também condenamos o golpe de Estado em Honduras e reivindicamos conjuntamente a restituição do presidente Manuel Zelaya no poder", acrescentou o embaixador cubano.

Para o embaixador do Equador na China, Washington Hago, "é um bom presságio que o mecanismo integrador representado pela Alba tenha avançado tão rapidamente em cinco anos".

"Alguns de nossos países sofreram as consequências de golpes de Estado, políticas neoliberais e agora avançam em um caminho de união. No caso do Equador, o presidente Rafael Correa viu o processo de integração como uma possibilidade de complementaridade, de compartilhar recursos", afirmou Hago.

O funcionário militar da embaixada da Bolívia em Pequim José Antonio Rojas disse que até a criação da Alba (em 2005 pela Venezuela e Cuba), os resultados da integração latino-americana tinham sido modestos.

"Com este mecanismo, mais de 50% da população pobre boliviana conseguiu assistência fundamental. São resultados concretos que levam a Bolívia a ter muita esperança na Alba", concluiu. EFE pc/pd

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