Projeções indicam vitória de Hillary na Pensilvânia

Os primeiros resultados da primária democrata do Estado americano da Pensilvânia, realizada nesta terça-feira, indicam uma vitória da senadora Hillary Clinton sobre o seu rival, Barack Obama. A vitória da pré-candidata democrata à Presidência dos Estados Unidos se deu graças ao forte apoio dos eleitores e eleitoras brancos e de origem trabalhadora.

BBC Brasil |

A economia foi um dos temas dominantes da campanha no Estado, que conta com um índice de desemprego de 7%, um dos mais elevados dos Estados Unidos.

Pesquisas de boca-de-urna realizadas nesta terça mostraram que mais de 80% dos eleitores da Pensilvânia acreditam que o país já está vivendo uma recessão.

Campanha
A campanha de seis semanas no Estado foi uma das mais extensas da corrida presidencial americana.

Os dois pré-candidatos procuraram mostrar em diferentes cidades da Pensilvânia que estavam em sintonia com o modo de ser de seus eleitores.

Para isso, Hillary e Obama entornaram copos de cerveja, jogaram boliche e saboream hambúrgueres e batatas fritas em diversas oportunidades.

Barack Obama cometeu um deslize, no entanto, quando afirmou, durante um evento para angariar fundos, realizado em San Francisco, que a situação econômica do país tinha contribuídio para que moradores do interior do Estado se tornassem pessoas amargas, que se apegam a armas e à religião.

A frase foi explorada por Hillary Clinton, que procurou vender a idéia de que Obama era um elitista que desconhecia os valores compartilhados por eleitores do Estado.

Histórico familiar
Hillary fez uso de seu histórico familiar para se distanciar do rival. Ela contou ter crescido em uma famlia religiosa com raízes na Pensilvânia - seu pai é natural de Scranton, uma pequena cidade do Estado.

A disputa no Estado foi marcada pelas mais pesadas trocas de acusações entre os dois pré-candidatos. As campanhas de Hillary e Obama investiram pesado na criação de anúncios televisivos e radiofônicos nos quais trocaram farpas.

A vitória no Estado reforça a tese defendida pela senadora de que ela seria mais capaz de representar o Partido Democrata na eleição geral de novembro, uma vez que venceu Obama em alguns dos principais Estados americanos, como Texas, Califórnia, Ohio e Nova York, que ela representa no Senado.

A próxima parada de importância na corrida eleitoral ocorrerá no dia 6 de maio, quando os Estados de Indiana e Carolina do Norte realizarão as suas primárias.

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