Proibição de testes nucleares freia avanço de ciência, segundo cientista

Moscou, 29 ago (EFE).- A proibição dos testes nucleares freia o avanço da ciência e não impede a proliferação das armas nucleares, opinou Arkadi Brisch, um dos pais da primeira bomba atômica soviética, detonada há há 60 anos.

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"Os testes representam um movimento para frente, permitem utilizar as explosões nucleares para cumprir outras tarefas, fazem avançar as ciências fundamentais", assegurou o cientista em entrevista divulgada hoje pela agência oficial russa "RIA Novosti" por ocasião do evento.

Segundo Brisch, a simulação de explosões nucleares com computadores não tem o mesmo valor científico que os testes.

"Não se deve atribuir qualidades divinas aos computadores. Não funcionam por si mesmos: são alimentados com dados de experimentos.

E ocorre que se lhes introduzem dados velhos, enquanto as tarefas que enfrentamos são novas", explicou.

O último teste nuclear soviético foi efetuado em 1990 e dois anos mais tarde os Estados Unidos pôs fim também a este tipo de ensaio.

Segundo Brisch, o projeto atômico soviético, que rompeu o monopólio nuclear de EUA, impediu a explosão de uma nova guerra.

"Quando fizemos a bomba, quando criamos o escudo nuclear, entendemos que não haveria guerra. Os Estados Unidos sabiam que se suscitasse uma guerra nuclear, haveria resposta", acrescentou. EFE bsi/ma

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