Proibição ao uso do véu islâmico avança na França

Assembleia Nacional francesa aprova banimento ao uso de burca ou niqab; para virar lei, medida tem de passar pelo Senado

EFE |

AP
Debate sobre uso do véu islâmico causa polêmica na Europa (imagem de arquivo)
A câmara baixa do Parlamento francês, a Assembleia Nacional, aprovou nesta terça-feira, por 335 votos a 1, o projeto de lei que proíbe o uso do véu islâmico integral, como o burca ou o niqab, em público. O projeto de lei prevê multas de 150 euros para mulheres que desrespeitarem a proibição e punição de 30 mil euros e um ano de prisão para homens que forçarem suas mulheres a usar a burca.

O texto foi aprovado pelos votos dos deputados da maioria conservadora da União por um Movimento Popular (UMP), enquanto muitos dos socialistas, que correspondem a 339 parlamentares, não participaram da votação.

Eles originalmente queriam que a proibição se limitasse apenas a prédios públicos, mas se abstiveram depois da pressão de feministas que apoiam o projeto de lei.

A medida ainda tem de passar pelo Senado francês para se tornar lei. Prevê-se que o Senado realize sua votação na semana de 20 de setembro.

Segundo a ministra da Justiça, Michèlle Alliot-Marie, que foi a encarregada de defender o projeto legislativo perante a Assembleia, o voto desta terça-feira representa um duplo sucesso: um êxito da democracia e da República.

O banimento tem grande apoio público, mas críticos da medida apontam que apenas uma pequena minoria das muçulmanas francesas usa o véu integral.

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, apoia a medida como parte de um debate mais amplo sobre a identidade francesa, mas críticos dizem que o governo está tentando agradar os eleitores de extrema direita.

A votação na França está sendo acompanhada por outros países. Espanha e Bélgica estão debatendo legislação similar e, segundo a BBC, com o grande fluxo migratório dos últimos 20 e 30 anos, a identidade se tornou um tema popular em toda a Europa.

*Com EFE e BBC

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