Programa eleitoral de meia hora de Obama faz sucesso nos EUA

Washington, 30 out (EFE) - O programa eleitoral em formato de reportagem sobre o candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, foi visto em mais de 20% dos lares americanos, segundo dados preliminares do grupo Nielsen, que mede os índices de audiência, divulgados hoje.

EFE |

Nos 56 principais mercados televisivos dos EUA, o percentual de imóveis que sintonizou na emissão foi de 21,7%, superior à maioria dos programas de mais sucesso no país.

O mais importante para a campanha democrata é que o público foi ainda maior em alguns dos principais estados indecisos, nos quais tanto o senador por Illinois quando seu adversário, o republicano John McCain, podem vencer: em áreas da Flórida, foi de 28%, na Carolina do Norte, de 27,2%, e na Filadélfia, de 29%.

A única experiência anterior semelhante, uma reportagem eleitoral do candidato independente Ross Perot, em 1996, teve audiência de 16,8%.

O anúncio de Obama, de 30 minutos de duração, foi exibido na quarta-feira à noite em oito das principais emissoras de televisão dos EUA em horário de maior audiência, a um custo total calculado em cerca de US$ 4 milhões.

Parte do objetivo do anúncio era tentar atingir os 7% do eleitorado que, de acordo com as pesquisas, permanecem indecisos faltando cinco dias para as eleições.

Além disso, outra meta era conferir à campanha um certo ar de que a vitória do democrata, a quem as pesquisas concedem uma vantagem média de seis pontos percentuais, é inevitável, assim como fazer com que os eleitores se sintam cada vez mais confortáveis com a perspectiva de um "presidente Obama".

O programa, que terminou com a exibição, ao vivo, de um comício do candidato na Flórida, mostrou o lado humano de Obama como pai de família, mas também como aspirante presidencial preocupado com os problemas do americano médio.

"Vimos ao longo dos últimos oito anos como as decisões de um presidente podem ter um efeito profundo", sustentou o candidato na emissão, cuja eficácia foi recebida com divisão de opiniões.

O acadêmico Joseph Nye, da Universidade de Harvard, considera que "provavelmente não terá movimentado muitos republicanos, mas pode ter afetado alguns independentes e terá redobrado as energias dos democratas".

Já Norman Ornstein, do centro de estudos American Enterprise Institute, declarou ao site "Politico" que, "embora o anúncio não tenha alcançado uma grande audiência para o dinheiro gasto, cumpre outro propósito, que é o controle da mensagem, algo imprescindível a estas alturas da campanha".

Nesta batalha, o candidato republicano, John McCain, se vê com uma grande desvantagem econômica que o obriga a medir os recursos.

Por ter aceitado, ao contrário de Obama, fundos públicos para sua campanha, se encontra muito limitado em relação ao dinheiro que pode arrecadar no setor privado.

Mesmo assim McCain, que assegura que surpreenderá e vencerá as eleições de terça-feira, não se entrega.

O republicano participava hoje de um comício em uma cidade de nome sugestivo - Defiance (Desafio, em português), em Ohio -, enquanto a vice de sua chapa, Sarah Palin, fazia o mesmo na Pensilvânia.

EFE mv/db

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