Programa do BM na África permite reinserção de 300 mil ex-combatentes

Cartagena (Colômbia), 4 mai (EFE).- O Programa Multinacional de Desmobilização e Reintegração (PMDR) na região dos Grandes Lagos da África será concluído no dia 30 de junho, após sete anos nos quais conseguiu reinserir à vida civil cerca de 300 mil ex-combatentes, informou hoje o Banco Mundial (BM).

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O responsável da instituição para os programas que fornecem apoio aos esforços de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração do PMDR, Marcelo Fabre, explicou algumas das conquistas do projeto à Agência Efe.

Ele informou, por exemplo, que o prazo será encerrado depois de US$ 560 milhões terem sido investidos em Angola, Burundi, República Centro-Africana, República do Congo, República Democrática do Congo, Ruanda e Uganda.

Ele é um dos 600 especialistas de 25 países que compartilham experiências em reinserção no 1º Congresso Internacional de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração (CIDDR) que começou hoje na cidade colombiana de Cartagena das Índias, no Caribe.

O congresso será fechado na quarta-feira pelos presidentes da Colômbia, Álvaro Uribe, e da Guatemala, Álvaro Colom.

O PMDR desenvolvido na região dos Grandes Lagos contribuiu também para a libertação de 40 mil crianças-soldado que faziam parte de grupos armados em vários países da África Central, contou Fabre.

No entanto, os programas por país continuarão apoiados pelo BM e por alguns dos doadores do plano regional.

A diretora do PMDR, Maria Correia, assegurou que o programa alcançou em torno de 75% de sua meta inicial, e que os resultados obtidos são assombrosos, levando em conta a volatilidade da região e os objetivos ambiciosos da iniciativa.

"O PMDR foi o maior programa do tipo que se desenvolveu no mundo.

Foi criado em 2002 para dar uma resposta perante os conflitos que atingiram a região da África Central nos fins dos anos 90", indicou o BM. EFE fer/db

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