Programa de informática israelense permite transformar CPU em rede

Elías L. Benarroch Jerusalém, 6 jul (EFE).

EFE |

- Uma empresa israelense desenvolveu um programa de informática que, com complexos algoritmos, aproveita os recursos de um computador para dar lugar a oito terminais com a conseqüente economia de hardware, software, manutenção e energia.

O SoftXpand, que está em fase de lançamento no mundo todo, é uma revolução na exploração de recursos "ao transformar a unidade central de processamento (CPU) em uma cômoda e acessível rede", explica à Agência Efe Eli Segal, gerente da Miniframe.

O nome da empresa é uma analogia com os primeiros supercomputadores centrais ("mainframe") que administravam as funções dos usuários.

"Buscávamos um termo intermediário entre 'mainframe' e o computador pessoal (PC), de modo que o usuário possa desfrutar dos dois mundos", acrescenta.

O usuário se beneficia assim da comodidade à qual está acostumado com o PC e, ao mesmo tempo, dispõe de um sistema de organização efetivo para grupos de trabalho.

Assim, quatro anos de pesquisa se traduziram na aplicação da funcionalidade do "mainframe" em um ambiente de computadores pessoais.

Sua única limitação é o número de slots na CPU para conectar os monitores - mouses e teclados são USB - embora hoje as placas com dois conectores (dual head) resolvam facilmente o problema.

"Pegue qualquer computador, instale nosso programa e os recursos são repartidos entre cada terminal de acordo com o que quer cada usuário", diz Segal.

O segredo do novo programa é o que os especialistas chamam de "virtualização", ou seja, uma otimização conjunta dos recursos de memória (RAM e VRAM) e dos microprocessadores na CPU por um lado, e da Unidade de Processamento Gráfico (GPU), pelo outro.

"Nas GPU mais usadas atualmente, há até 128 processadores e nós sabemos utilizá-los e otimizá-los com a CPU. Essa é a nossa patente, equilibrar a potência da CPU, da GPU, da memória RAM e da memória VRAM", afirma a gerente da Miniframe.

Já que "as placas aceleradoras realizam a maior parte do trabalho pesado que hoje faz um computador", não há razão alguma para que um equipamento com várias destas placas, tantas quanto "slots" disponíveis, não sirva a mais de um usuário, afirma ela.

Com a consequente economia no número de computadores para se comprar, se poupa também em sua manutenção e, dependendo no país, inclusive no número de licenças para programas.

A Miniframe calculou também os aspectos energéticos de seu programa, que elimina 65 watts por hora de consumo por cada CPU.

O resultado é que pelo preço de três computadores - o que custa uma unidade de CPU, as oito licenças de Miniframe e outros tantos monitores - qualquer empresa ou particular pode desfrutar de uma rede de baixo custo.

O programa está desenhado também para que as conexões entre os terminais e a CPU sejam eventualmente sem fios, embora os preços destes equipamentos no mercado encareçam substancialmente o custo global deste tipo de rede.

A invenção também sofre o problema de qualquer rede: caso caia o equipamento central, todos os terminais são atingidos.

Em qualquer caso, e à espera de sua amparada no mercado, o SoftXpand se promove com a velha fórmula propagandista de "quem dá mais por menos?", isto é: oito computadores - dizem - em um. E ao preço de três. EFE elb/rb/gs

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