Programa de apoio aos pais reduz abuso infantil, diz estudo

Por Maggie Fox WASHINGTON (Reuters Life!) - Um programa que treina enfermeiras, agentes sociais e até religiosos para orientar pais no trato com seus filhos reduziu a taxa de abusos contra crianças e diminuiu o número de pais que perdem a guarda dos filhos, disseram pesquisadores.

Reuters |

O Programa de Paternidade Positiva (PPP), presta informações para pais que precisam lidar com chiliques nos supermercados ou com crianças que fazem xixi na cama. O treinamento é feito de modo a difundir o conhecimento para a comunidade, para que os pais recebam ajuda antes de pedi-la, e não fiquem constrangidos por receberem conselhos, segundo Ron Prinz, da Universidade da Carolina do Sul, que coordenou o estudo.

"Este é o primeiro estudo em larga escala que demonstra que, dando acesso a informação e apoio a todas as famílias, e não só a famílias em crise, podemos reduzir as taxas de maus tratos infantis em comunidades inteiras", disse ele.

Para o experimento, pago pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, Prinz e sua equipe disponibilizaram o programa a todos os pais em 18 condados da Carolina do Sul.

Eles concluíram que, ao longo de dois anos, os casos comprovados de abuso infantil foram reduzidos em 9 por cento, o envio de crianças para lares substitutos caiu 22 por cento, e as hospitalizações ou idas a prontos-socorros caíram 14 por cento.

Em uma comunidade com 100 mil crianças menores de 8 anos, relatou Prinz na revista Prevention Science, o programa levaria a 688 casos a menos de maus tratos, 240 retiradas de crianças da guarda dos pais, e 60 a menos com lesões graves.

"O PPP tem estratégias de paternidade muito práticas que eles podem usar para revolver problemas cotidianos -- coisas como lidar com chiliques no supermercado ou questões na hora de comer ou na hora de dormir", disse Prinz por telefone.

Por exemplo, os pais podem ser orientados sobre como resolver o chilique no supermercado, sem ceder à criança, mas sem agredi-la nem gritar.

"O pai ou a mãe precisa ficar calmo e não entrar no jogo levantando o nível de raiva, ou dando sermão ou bajulando. Quando uma criança está dando chilique, você não quer argumentar com ela", disse Prinz. "É preciso encarar cada ida às compras como uma oportunidade de fortalecer o comportamento não-chiliquento."

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