A americana Amy Bishop, professora de Biologia da Universidade do Alabama acusada de matar três colegas nesta sexta-feira, já tinha se envolvido em outro caso de assassinato: em 1986, ela abriu fogo contra seu irmão, Seth Bishop. Na época, o ocorrido foi considerado um acidente e a professora, liberada.

Segundo o jornal "The New York Times", a morte de Seth aconteceu em Braintree, Massachusetts. Neste sábado, a polícia local afirmou que Amy nunca foi indiciada pela morte do irmão e que o arquivo do caso não está mais disponível.


Amy Bishop é presa após ataque / AP


Paul Frazier, atual chefe da polícia de Braintree, disse que a professora atirou em seu irmão em sua casa, e tentou fugiu após os disparos. Presa no local, ela foi solta pelo chefe de polícia John Polio, que a deixou sob custódia da mãe, Judith.

Segundo o jornal "Boston Globe", a versão da polícia é que Judith estava ensinando Amy a carregar uma arma quando ela disparou acidentamente, atingindo seu irmão.

À agência Associated Press, o ex-chefe da polícia John Polio reforçou que o assassinato foi um acidente. "Não houve acobertamento e nem desaparecimento de arquivos", disse.

Assassinato em universidade

Neste sábado, Amy Bishop foi indiciada pelo homicídio de três colegas. Casada e mãe de quatro filhos, ela pode ser condenada à pena de morte.

A motivação do crime ainda não é clara, mas conhecidos disseram que Amy acabara de saber que não havia conseguido o tenure, espécie de efetivação como professora da Universidade do Alabama.

Todas as vítimas eram professores: G.K. Podila, diretor do departamento em que Bishop lecionava, Maria Ragland Davis e Adriel D. Johnson Sr. Outros dois professores e uma assistente foram feridos e estão internados.

Amy Bishop é neurocientista e estudou na Universidade de Harvard. Em 2003, começou a trabalhar na Faculdade de Biologia da Universidade do Alabama como professora assistente.

Com AP

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