Nova York, 22 abr (EFE).- Uma ex-professora da Universidade de Colúmbia, que foi acusada de ter cometido plágio, processou a instituição pedindo US$ 200 milhões, alegando que sua demissão foi um linchamento acadêmico.

Madonna Constantine apresentou ontem o processo ao Tribunal Superior de Manhattan, afirmando que foi dispensada da universidade -onde ensinava psicologia clínica- por "intrigas políticas e rivalidade acadêmica".

Em fevereiro de 2008, ela foi demitida após ser acusada de plagiar diversos trabalhos de alguns de ex-alunos.

No processo, de 92 páginas, ela afirma que sua demissão foi "uma aberrante montagem para arruinar sua reputação acadêmica através de uma conspiração para atrair a antipatia contra ela e inclusive publicar acusações falsas".

A demissão da professora ocorreu pouco após uma corda de forca ser encontrada pendurada na porta de seu escritório na Universidade, sem que ainda tenham sido identificados os responsáveis.

"A corda na porta do meu escritório fede a covardia e a medo em diferentes níveis e quero que o autor saiba que não ficarei calada", afirmou mo mesmo dia, em comunicado, a professora, autora do livro "Addressing Racism" (Fazendo frente ao racismo) e especialista nesta matéria.

O jornal da universidade afirma que "recentemente se receberam mais e-mails racistas na Escola de Formação de Docentes -onde ela dava aula- e se enviou uma foto de uma corda para Constantine", que é negra. EFE mgl/jp

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