Segundo polícia, grupo ligado à rede Al-Qaeda está por trás da morte de vice-diretor de escola de idiomas

Um professor americano foi morto a tiros na cidade iemenita de Taiz, na manhã deste domingo, mesmo dia em que um avião bombardeou a cidade de Jaar, forçando muitos a deixar suas casas.

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Um homem armado em uma motocicleta conduzida por um cúmplice disparou contra o professor de inglês e vice-diretor da escola de idiomas Swedish Institute (Instituto Sueco), segundo uma fonte da polícia. O professor estava dirigindo no momento em que foi atingido.

Veículo que pertencia ao professor americano morto em Taiz, no Iêmen
AP
Veículo que pertencia ao professor americano morto em Taiz, no Iêmen
Os atiradores, que escaparam após o ataque, seriam militantes ligados à Al-Qaeda, segundo uma fonte da polícia iemenita.

Na quarta-feira, uma suíça, que também seria professora da escola sueca, foi sequestrada na cidade litorânea de Hodeidah.

Política

A violência se intensificou no Iêmen desde a posse do presidente Abd-Rabbu Mansour Hadi, no mês passado, que prometeu lutar contra a rede militante.

A cidade de Taiz, a 200 km ao sul de Sanaa, é um centro comercial onde vivem muitos estrangeiros. O local foi palco de intensos protestos contra o ex-presidente Ali Abdullah Saleh , que ficou 33 anos no poder.

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Também neste domingo, um avião de guerra do governo bombardeou militantes islâmicos em Jaar, forçando moradores a deixar suas casas. Não houve relatos imediatos de vítimas.

O grupo Ansar al-Sharia, ligado à Al-Qaeda do Magreb Islâmico, dominou a cidade de Jaar, na província de Abyan, em março do ano passado, após a eclosão de protestos contra Saleh e transformaram-na em sua base principal no sul do Iêmen.

*Com Reuters e BBC

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