Produtores suínos querem mudar nome da gripe por queda das vendas no México

México, 29 abr (EFE).- A venda de produtos suínos no México caiu 80% desde sexta-feira passada devido ao foco de gripe suína que afeta o país, informou hoje à Agência Efe a Confederação de Suinocultores Mexicanos (CPM, em espanhol).

EFE |

"Queremos realizar uma campanha de informação, não de promoção, para que as pessoas entendam que não há risco" em consumir porco, disse o diretor adjunto da associação patronal, Alejandro Ramírez.

Até o momento, a gripe suína causou no México sete mortes confirmadas e mais de 100 estão em investigação, segundo o Ministério da Saúde, que hoje ratificou 49 casos de pessoas infectadas.

"Consideramos o nome de gripe suína incorreto, porque ainda não há contundência científica, o vírus é de conteúdo aviário, humano e suíno, não é exclusivo do porco", disse Ramírez, que citou como fonte um documento publicado pela Organização Mundial para a Saúde Animal (OIE).

No México, há 6 mil criadores de porcos, que produzem 1,2 milhão de toneladas de carne anualmente, a um ritmo de 100 mil mensais.

"Viemos de uma situação crítica pela alta do preço do grão nos dois últimos anos e a queda do preço do porco", disse o dirigente patronal, acrescentando que a atual crise sanitária deixou o setor "fora do mercado".

As exportações de porco, 95% delas destinadas ao Japão, não pararam, porque a CPM e as autoridades mexicanas e japonesas decidiram não paralisá-las, já que não existe risco.

"Esperamos deter o efeito desastroso com a mudança de nome em 50% e o resto com uma campanha de informação", disse Ramírez. EFE jrp/an

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