Produtores rurais argentinos anunciam suspensão de protestos

As principais associações de produtores rurais da Argentina decidiram nesta segunda-feira suspender mais uma vez os protestos que realizam em todo o país e retomar as negociações com o governo. Segundo os produtores, os protestos serão suspensos a partir de quarta-feira, quando o governo vai receber líderes rurais para discutir possíveis mudanças nos impostos que provocaram as manifestações.

BBC Brasil |

Os protestos do setor rural argentino foram iniciados em março, motivados pelo aumento de impostos sobre as exportações agropecuárias, principalmente de soja.

As manifestações envolveram o bloqueio de estradas e panelaços nas principais cidades argentinas, provocaram desabastecimento no país e se transformaram na maior crise enfrentada pela presidente Cristina Kirchner desde que assumiu o poder, em dezembro passado.

Os produtores chegaram a manter uma trégua de um mês, mas retomaram os protestos no início de maio, após o fracasso das negociações com o governo.

Avanços
Segundo o correspondente da BBC em Buenos Aires Max Seitz, apesar dos fracassos anteriores, analistas acreditam que desta vez há a possibilidade real de avanços no diálogo entre produtores e governo.

Analistas afirmam que as posições parecem ter se "suavizado" e a população argentina demonstra estar cansada do conflito, diz Seitz.

Na semana passada, Cristina Kirchner já havia transmitido uma mensagem em tom conciliador, apesar de não ter feito referência direta ao setor rural.

Na ocasião, a presidente disse que "os enfrentamentos só serviram para dividir o povo" e convocou "todos os argentinos, sem distinção, a debater e discutir em um marco democrático".

No entanto, o governo disse que não conversaria com os dirigentes rurais enquanto os protestos fossem mantidos.

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