Produtores rurais argentinos anunciam fim de trégua

Os produtores rurais argentinos decidiram retomar a mobilização contra o governo da presidente Cristina Kirchner, depois de um mês de trégua e de tentativas fracassadas de chegar a um acordo. Em uma reunião na noite de quinta-feira, as quatro principais entidades agropecuárias do país - Sociedade Rural Argentina (SRA), Federação Agrária Argentina (FAA), Confederações Rurais Argentinas (CRA) e Coninagro - decidiram pela retomada das manifestações.

BBC Brasil |

Desta vez, no entanto, os produtores afirmam que não vão bloquear estradas.

"Marcamos o final da trégua. Se inicia, de agora em diante, uma campanha de mobilização e de desmascaramento de quem são os que ganham na Argentina", disse o presidente da FAA, Eduardo Buzzi, em uma coletiva de imprensa.

Segundo o presidente da CRA, Mario Llambías, a partir deste fim de semana os produtores vão voltar a realizar manifestações nos acostamentos das estradas.

Negociação
A trégua de um mês havia sido anunciada em 2 de abril, depois de mais de 20 dias de protestos, bloqueio de estradas e panelaços nas principais cidades argentinas.

Os produtores argentinos protestam contra o aumento de impostos sobre as exportações agropecuárias, principalmente de soja, e também contra a suspensão das exportações de carne e de trigo.

Os protestos se transformaram na maior crise enfrentada pela presidente Cristina Kirchner desde que assumiu o poder, em dezembro passado, substituindo seu marido, Néstor Kirchner.

Uma nova reunião entre produtores e governo está marcada para terça-feira.

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