Produtores americanos criticam estudo sobre esperma e defendem soja

Os produtores americanos de alimentos à base de soja protestaram, nesta quarta-feira, pelos resultados de um estudo científico, segundo o qual consumir muitos desses produtos pode comprometer a qualidade do esperma.

AFP |

"Aqueles que afirmam que os produtos de soja diminuem a concentração (de espermatozóides) do esperma não contam toda a história", diz a associação americana Soyfoods, que questiona a amostragem do estudo, sua metodologia e sua interpretação.

Um estudo de pesquisadores da Escola de Saúde Pública de Harvard, feito com 99 homens, aponta que as isoflavonas presentes na soja, que imitam as ações do estrogênio, não parecem ser benéficas para a produção de esperma.

O estudo "contradiz as pesquisas do Instituto Nacional de Saúde, segundo as quais a assimilação de quantidades controladas de isoflavonas procedentes da soja não teria efeito sobre a quantidade, qualidade e mobilidade do esperma", ressalta a associação, no comunicado.

O estudo do professor Jorge Chavarro, publicado na revista Human Reproduction, "é o único que estabelece uma correlação" entre a ingestão de soja e a concentração do esperma, destaca, mais uma vez, o farmacologista e professor da Universidade do Alabama Stephen Barnes, em nome dos profissionais do setor.

A associação lembra que "milhões de asiáticos consumiram soja, regularmente, sem problemas de fertilidade" e que "os países asiáticos produzem crianças muito saudáveis (...) há séculos".

vmt/tt

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