Produção industrial japonesa cresce 1,6% em março

Depois de seis meses de queda, a produção industrial do Japão teve uma leve recuperação em março. Segundo o Ministério da Economia, Comércio e Indústria japonês, na comparação com o mês anterior, houve um aumento de 1,6%.

BBC Brasil |

A recuperação ocorreu graças ao aumento nas vendas de produtos tecnológicos e de maquinaria industrial. O número é também duas vezes maior do que o previsto por analistas, e indica que a economia japonesa pode voltar a crescer a partir deste segundo trimestre.

"Podemos comemorar sim esse pequeno, mas positivo, número. Além disso, já podemos antecipar um aumento maior na produção industrial nesses próximos meses", disse à BBC Brasil Hideki Matsumura, economista sênior do Instituto de Pesquisas do Japão.

As previsões são de aumento na faixa dos 4,3% para este mês e outros 6,1% para maio.

"São três os fatores que influenciaram nesse repentino crescimento: a diminuição dos estoques, as exportações para Ásia, que não tiveram queda em março, e os incentivos dados pelo governo para compra de carros novos", explicou Matsumura.

Segundo dados apresentados pelo governo, os estoque tiveram uma queda de 3,3% no mês passado. Os produtos começaram a sair das prateleiras por causa de especulações sobre o crescimento no consumo nos Estados Unidos e também por causa do pacote econômico lançado pelo Japão.

Exportações

"No entanto, acredito que as exportações vão continuar fracas por conta do colapso financeiro nos Estados Unidos e também por conta do fortalecimento do iene", analisou o economista. "Portanto, dificilmente a produção industrial do Japão vai se estabilizar a curto prazo", emendou.

Em fevereiro, a produção industrial registrou queda de 9,4% em relação a janeiro, quando o índice bateu o recorde de 10% de redução.

Outro dado apresentado recentemente mostrou um pequeno aumento de 2% nas exportações em março, na comparação com fevereiro. Foi o primeiro aumento em quase um ano.

Os números animaram o mercado de ações. A bolsa de Tóquio fechou em alta de 3,93% nesta quinta-feira.

Apesar das previsões otimistas, as companhias japonesas podem continuar a política de cortes de custos de produção e demissões de funcionários.

A Sharp e a Mistubishi Motors já avisaram que as vendas vão continuar em queda neste ano fiscal e somente cortes nos custos poderão ajudar a manter o lucro.

Analistas dizem, portanto, que a taxa de desemprego deve se manter nos 4,6%, a mais alta dos últimos quatro anos. Este dado deve ser apresentado nesta sexta-feira pelo governo japonês.

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