Produção industrial da Eurozona registra queda recorde

A produção industrial da Eurozona teve uma queda recorde de 12% em um ano, depois de registrar um retrocesso de 2,6% em dezembro, em uma mostra clara da força da recessão econômica que afeta a Europa.

AFP |

A queda do setor chave da economia europeia foi considerada "espantosa" pelos economistas, e foi divulgada na véspera da publicação dos números do Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre de 2008, que se anunciam muito ruins.

Os dados mostram a maior queda, tanto mensal como anual, da produção industrial desde a criação das estatísticas para a zona euro em 1991, segundo a agência europeia de estatísticas Eurostat.

A Eurozona (atualmente integrada por 16 países da União Europeia) existe desde 1999, mas a Eurostat calculou os dados dos anos anteriores.

O retrocesso registrado em dezembro é superior às expectativas dos economistas, que apostavam em 2,5% mensal e 9% interanual, segundo a agência Dow Jones Newswires.

Além disso, representa o quarto mês consecutivo de queda, depois de -1,9% em setembro, -1,7% em outubro e -2,2 em novembro.

No conjunto do quarto trimestre, a produção industrial retrocedeu 5,1% na comparação com o trimestre anterior.

O retrocesso é generalizado na maioria dos países da zona euro. A Alemanha teve uma queda de 4,9%, a Espanha de 3,5%, a Itália de 2,5% e a França de 1,8%.

"Os dados da produção industrial em dezembro na zona euro são verdadeiramente espantosos", comentou Howard Archer, economista do instituto Global Insight.

"Isto reforça a ideia de que o Produto Interno Bruto teve uma contração substancial no quarto trimestre", afirmou.

"Espantoso", concordou Ben May, da Capital Economics. "Isto reforça nossa convicção de que os dados do PIB que serão publicados amanhã (sexta-feira) mostrarão que a economia teve contração de 1,5% no quarto trimestre, mais do que o esperado", completou.

Como um prenúncio do que podem ser estes números, o PIB da Espanha caiu no quarto trimestre de 2008, 1% em relação ao terceiro, na segunda queda consecutiva, o que fez o país entrar oficialmente em recessão pela primeira vez desde 1993, segundo informações oficiais anunciadas nesta quinta-feira.

Já a França pode registrar uma contração de 1,2% no quarto trimestre do ano passado, segundo a ministra francesa das Finanças, Christine Lagarde.

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