A produção de doses da vacina contra a gripe H1N1 demora e não será suficiente para imunizar toda a população mundial, enquanto o número de vítimas fatais do vírus já chega a quase 3.500, alertou nesta sexta-feira a Organização Mundial da Saúde (OMS).

"O fornecimento atual de vacinas contra a pandemia não é adequado para a população mundial, já que todos são suscetíveis à infecção pelo vírus, muito contagioso", indicou a diretora geral da OMS, Margaret Chan, em um comunicado.

Ainda que os últimos testes sugiram que apenas uma dose da vacina seja suficiente para imunizar a maioria das pessoas, o porta-voz da OMS Gregory Hartl disse que a produção no ano que vem será "substancialmente menor" em relação às 4,9 bilhões de doses previstas a princípio.

Ao todo, 25 laboratórios farmacêuticos trabalham em uma vacina, e todos já informaram que sua produção semanal atual segue abaixo de 94 milhões de doses.

Em maio, a OMS estimou que a produção semanal de vacinas deveria chegar a 94,3 milhões de doses, mas as empresas reduziram suas previsões nas últimas semanas devido a um rendimento menor que o esperado.

Oito países se comprometeram a doar 10% das doses que adquirirem aos países pobres, que temem não ter condições de imunizar suas populações. As doses serão encaminhadas à OMS para que o organismo se responsabilize por sua distribuição.

A diretora da agência elogiou a iniciativa, anunciada ontem por Estados Unidos, Austrália, Brasil, França, Itália, Nova Zelândia, Noruega e Suíça.

"Dado que a demanda atual supera a oferta, estas doações, junto com as doses prometidas pelos fabricantes, ajudarão a aumentar o fornecimento das vacinas contra a pandemia para as populações que de outra forma não tenriam acesso a elas", disse Chan.

Enquanto isso, o hemisfério Norte se prepara para um aumento significativo de casos da doença com a chegada do inverno.

A OMS também anunciou nesta sexta-feira que o balanço mundial de pessoas infectadas pela gripe H1N1 já chega a 3.486, 281 casos a mais que na semana anterior.

A América continua sendo o continente mais afetado, com 2.625 casos. A região do Pacífico asiático registra 620 mortes, e a Europa, pelo menos 140. No Oriente Médio, 61 pessoas morreram, e na África, pelo menos 40.

dro/ap

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