La Paz, 19 ago (EFE).- A Procuradoria Geral da Bolívia rejeitou hoje a denúncia contra o presidente do país, Evo Morales, pelas três mortes ocorridas em Sucre, no final de 2007, em um protesto contra a Assembleia Constituinte, ao considerar que o líder não teve responsabilidade nos fatos.

Em sua resolução, o procurador-geral, Mario Uribe, destaca que "não existem elementos para determinar que a responsabilidade seja do presidente".

No dia 23 de novembro de 2007, Sucre foi palco de um violento protesto contra os trabalhos da Assembleia Constituinte na cidade, que terminou com três mortos e mais de 300 feridos.

Devido aos protestos, a Assembleia se transferiu para um recinto militar próximo à cidade, onde aprovou, em primeira instância, o projeto de Constituição impulsionado pelo Governo, que em janeiro de 2009 foi aprovado definitivamente em referendo.

A origem dos protestos de novembro de 2007 em Sucre foi a decisão da Assembleia de não debater o pedido da cidade de se tornar capital plena da Bolívia, que abriga atualmente somente o Poder Judiciário, enquanto o Legislativo e o Executivo têm sede em La Paz desde a guerra civil de 1899. EFE sam/pd

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