Procuradoria paraguaia tenta rejeitar processo milionário de Oviedo

Assunção, 7 set (EFE).- A Procuradoria paraguaia anunciou hoje que buscará rejeitar o processo contra o Estado movido pelo general reformado Lino Oviedo, que exige uma indenização de US$ 20 milhões por danos morais.

EFE |

O titular da Procuradoria Geral do Paraguai, Enrique García, disse a jornalistas depois de se reunir com o presidente do país, Fernando Lugo, que a quantia exigida por Oviedo não atende à realidade financeira do país.

"Vamos entrar em detalhes. Podemos antecipar a solicitação do Governo de tentar a rejeição do processo por sua improcedência", ressaltou García.

O juiz de instrução Hugo Becker, que rejeitou o processo no último dia 20, acatou seis dias depois um recurso do ex-general, que alega ter sofrido danos morais com a condenação de dez anos de prisão que recebeu por uma tentativa de golpe militar em 1996, crime do qual foi absolvido em 2007.

Líder do partido União Nacional de Cidadãos Éticos (Unace), a terceira força eleitoral do país, Oviedo foi substituído pelo então chefe de Estado, Juan Carlos Wasmosy, por resistir a deixar o comando das Forças Armadas. Em 1998, um tribunal militar o condenou a dez anos de prisão pela tentativa de golpe.

Posteriormente, a decisão foi ratificada pela Justiça paraguaia, mas, após passar mais de nove anos foragido na Argentina e no Brasil e em uma prisão militar paraguaia, o Poder Judiciário do país o absolveu em outubro de 2007, o que permitiu que Oviedo concorresse nas eleições presidenciais de abril de 2008.

Há dois anos, Oviedo também foi absolvido nos processos que o apontavam como suposto autor moral do assassinato do ex-vice-presidente paraguaio Luis María Argaña, em março de 1999, e da morte de sete manifestantes durante um protesto popular ocorrido três dias depois desse crime.

Anteriormente, Oviedo, de 65 anos, entrou com outro processo no valor de US$ 400 mil contra o Estado paraguaio por uma tentativa de golpe em maio de 2000, no qual também foi absolvido. EFE rg/bba

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